O deputado federal Luiz Couto disse nesta segunda-feira (26) que teme ser a próxima vítima do crime organizado depois do assassinato do advogado Manoel Bezerra de Matos Neto, de 44 anos, morto na noite do último sábado (24) com dois tiros de espingarda calibre 12 em Pitimbu, no Litoral Sul do Estado.
Ele concedeu entrevista por telefone na manhã de hoje ao programa Correio da Manhã, da Correio Sat.
Couto afirmou que o advogado já havia sofrido ameaças de um policial que teria participado da chacina de Alhandra, onde oito apenados foram mortos.
Segundo o deputado, Flávio Inácio Pereira sempre quando bebe nos bares da região de Pedras de Fogo fica dizendo que não sossega enquanto não matar o advogado e o próprio deputado.
Assim como Manoel Bezerra de Matos Neto, Couto foi um dos denunciantes dos grupos de extermínios que agiam na Paraíba e Pernambuco.
Luiz Couto revela que na época da denúncia foi encaminhado um relatório à Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos falando sobre o caso, que pediu ao governo brasileiro proteção para as pessoas que participaram ativamente da CPI do Extermínio como denunciante.
Apesar de ter acatado pedido durante algum tempo, o advogado deixou de receber a proteção pouco tempo depois, mesmo com a continuidade das ameaças.
Da Redação