Os médicos cirurgiões que prestam serviços nos hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e no Infantil Arlinda Marques podem deixar de atender definitivamente nessas unidades. Os profissionais são prestadores de serviços, através da Cooperativa dos Cirurgiões (Coopecir), e estão com o repasse de recursos atrasados há três meses. Desde a última terça-feira (10 de março), os médicos suspenderam o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas no Hospital Infantil Arlinda Marques e estão atendendo apenas os casos mais graves ou com risco de morte no Trauma.
“Nosso movimento persiste, ao contrário do que vem sendo dito em alguns meios de comunicação. Além disso, também não é verdade que nosso pagamento já foi efetuado e que permanece tudo normal. Quem precisa dos hospitais públicos sabe que os médicos estão reivindicando seus direitos”, completou Marcus Maia.
Apenas no hospital infantil Arlinda Marques são realizadas em torno de 10 cirurgias eletivas por dia. Desde a última terça, esses procedimentos foram cancelados.
“Infelizmente, nosso contrato não vem sendo cumprido. Estamos prestando nossos serviços, mas não estamos recebendo o pagamento nas datas corretas. Desta forma, a tendência é a paralisação completa, com a nossa saída dos hospitais. É um absurdo os médicos e população serem tratados dessa forma pelos gestores públicos”, ressaltou o presidente da Coopecir, Marcus Maia, acrescentando que a saída dos médicos cooperados desses hospitais inviabiliza seu funcionamento.
O presidente da Coopecir também informou que já foi enviada toda a documentação necessária para o recebimento do pagamento. “Queremos que o secretário de saúde nos chame para uma reunião e já enviamos ofícios nesse sentido. Ele ainda não nos convocou para debatermos essa questão do pagamento atrasado, nem as péssimas condições estruturais dos hospitais”, completou.
Da Assessoria de Comunicação da Coopecir