A Universidade Federal da Paraíba está realizando o mais amplo programa já registrado, desde a sua criação, visando conter a evasão de alunos dos cursos de graduação, bem como evitar a permanência destes na educação superior, em período acima do previsto.
Com essa finalidade ampliou de 66 para 156 o número de bolsas de estudo para que alunos de doutorado e mestrado da instituição atuem junto aos cursos de graduação que mais apresentam problemas com evasão e retenção. Já a partir deste mês, serão oferecidas 137 bolsas de mestrado e 19 de doutorado, em diversos cursos de pós-graduação da universidade.
Segundo o pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa da UFPB, Isac Medeiros, a iniciativa é uma das ações do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), no âmbito da UFPB, que tem por meta trabalhar para que pelo menos 90% dos alunos sejam titulados na graduação e concluam seus cursos dentro do período mínimo.
O Reuni foi implantado em 2007, pelo Governo Federal, com o objetivo de criar condições para a ampliação do acesso e permanência de alunos de graduação nas universidades federais e também para promover melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes.
A UFPB tem um dos projetos mais arrojados dentre todas as instituições federais de ensino superior do país. Para se ter uma idéia, a UFPB deverá dobrar de tamanho até 1012, no final da gestão do reitor Rômulo Polari e da vice Yara Matos. Passará de 60 para 100 cursos de graduação e, até lá, deverá contar com cerca de 39 mil alunos. Atualmente, a UFPB possui 21 mil estudantes.
Isac Medeiros disse que as bolsas serão custeadas pela UFPB, com recursos próprios do orçamento. Somente este ano, serão destinados 1,9 milhão de reais para o pagamento de bolsas, em nível de mestrado, e mais 410 mil para fazer face à demanda dos alunos que cursam doutorado.
Os bolsistas irão focar sua atuação no ensino de disciplinas em que os alunos apresentam maior dificuldade para aprendizagem, por razões diversas, dentre elas, o fato de não terem tido uma boa formação na vida escolar, o que dificulta a apreensão dos conteúdos oferecidos na universidade.
Déficit na aprendizagem é verificado, com frequência, principalmente em cursos como Matemática, Física, Química, Biologia, Economia e nas Engenharias, de modo geral, o que muitas vezes provoca a desistência do aluno em cursar a graduação. Outros acabam permanecendo mais tempo na instituição.
A PRPG estima que cerca de 300 disciplinas, em diversas áreas do conhecimento, respondem pelo aumento do índice de evasão e retenção na Universidade.
De acordo com o pró-reitor, os bolsistas vão trabalhar em parceria com os professores titulares das disciplinas, apresentando alternativas para melhorar a relação ensino-aprendizagem. Uma das alternativas a serem adotadas é o que Isaac Medeiros chama de nivelamento, ou seja, proporcionar aos estudantes mais conhecimento em temas nos quais eles apresentam certo grau de deficiência.
Ele disse que os bolsistas serão selecionados a partir deste mês, pelas comissões de pós-graduação dos cursos e também pelo comitê Reuni da UFPB. Cada estudante de pós-graduação interessado em obter bolsa e participar do programa deve apresentar um plano de trabalho.
As bolsas de mestrado terão duração de um ano e podem ser prorrogadas por igual período. Já os doutorandos podem pleitear bolsas que terão até 36 meses de duração, sendo renovadas a cada ano. Os candidatos aprovados receberão bolsa mensal no valor de R$ 1.200,00(mestrado) e R$ 1.800,00 (doutorado).
Da Assessoria de Imprensa da UFPB