A Polícia registrou o assassinato de um paraibano nesta quarta-feira (26), no Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27), pela imprensa potiguar.
De acordo com informações oficiais, Carlos Antônio dos Santos, de 37 anos, natural de Belém, município localizado no Agreste paraibano, foi executado com dois tiros de espingarda calibre 12 no momento em que estava com a esposa na frente da casa onde morava, na Rua Central, Novo Santo Antônio, em São Gonçalo do Amarante, cidade da Grande Natal.
Segundo informações de Ana Maria da Silva Fernandes, de 34 anos, esposa do paraibano que era vendedor de carros usados, o marido morreu logo após ser atingido pelos tiros que foram disparados por um homem armado com uma pistola de calibre ainda não identificado e com uma espingarda calibre 12.
Ainda segundo a mulher da vítima, logo após atirar em Carlos Antônio, o criminoso fugiu em um carro de cor branca que estava estacionado na esquina com outra pessoa dentro.
Ana Maria, que também saiu ferida, ainda teria afirmado aos policiais que não conseguiria descrever o assassino porque, movida pelo pânico, teria tentado se proteger das balas. “Quando os tiros começaram, tentei me proteger e, depois, vi o homem correndo, de costas, e entrando em um carro branco, que estava parado na esquina, com outra pessoa dentro”, relatou a mulher em depoimento à Polícia.
O paraibano ainda foi socorrido com vida para o Hospital Santa Catarina, localizado na Zona Norte de Natal, mas, não resistiu aos ferimentos e morreu momentos após chegar à unidade de saúde.
De acordo com a imprensa local, a viúva se queixa do atendimento da Polícia do Rio Grande do Norte, que segundo ela não teria prestado o trabalho que deveria. “Assim que ele foi baleado eu liguei muito para a Polícia Militar, mas ninguém veio. Disseram que estavam em outra ocorrência. Tentei argumentar que isso era mais importante, mas eles só chegaram muito tempo depois”.
A Companhia de Polícia Militar de São Gonçalo do Amarante rebateu as acusações da viúva e negou a existência do suposto atraso no atendimento à ocorrência envolvendo o paraibano. Mas informou que, quando chegou ao local, o casal já havia sido levado para o hospital.
A Delegacia de Polícia de São Gonçalo do Amarante, que vai investigar o caso, ainda não sabe o que pode ter motivado a execução, mas já existe a suspeita de ter sido acerto de contas.
A vítima estava morando em Novo Santo Antônio há aproximadamente um mês e não tinha nenhum contato com os vizinhos.
Além da mulher, o paraibano deixou dois filhos, um com 11 anos e outro com oito. A viúva afirma que nunca soube que o paraibano tivesse algum desafeto, uma vez que o companheiro nunca havia sofrido qualquer atentado, tampouco, uma ameaça de morte.
A Polícia segue investigando o caso.
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Da redação do Portal Correio com Tribuna do Norte