O coronel Kelson Chaves, comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, disse nesta quarta-feira (28) que a arma encontrada com um dos acusados detidos ontem foi a que matou o advogado Manoel Mattos, segundo perícia realizada na espingarda calibre 12. A declaração do coronel foi concedida à TV Cabo Branco, de João Pessoa.
Além do sargento reformado da Polícia Militar Inácio Flávio Pereira, também foi preso na noite de ontem um homem identificado como José Nilson Borges, funcionário de um mercadinho próximo ao local de onde ocorreu o crime. Ele está preso na Central de Polícia de João Pessoa, enquanto Inácio está detido no 5º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro do Valentina, também na Capital.
A prisão dos acusados ocorreu com a presença do coronel Kelson, que foi pessoalmente a Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB) para buscar o sargento, que ao saber que era apontado como um dos suspeitos de imediato colocou-se à disposição da Polícia. Inácio foi detido porque há cerca de um mês teria feito ameaças em público, numa churrascaria, a Manoel Mattos.
O advogado, que tinha 40 anos, foi morto na noite do último sábado (24), na Praia de Acaú, litoral paraibano. Manoel Mattos era uma das principais testemunhas da CPI do Extermínio, realizada pela Câmara Federal, que identificou grupos de pistoleiros a serviço do crime organizado na Paraíba e em Pernambuco.
Também militante político e ativista dos Direitos Humanos, Manoel Matos havia encaminhado relatórios sobre a ação dos esquadrões da morte à CPI e organismos internacionais, incluindo as Nações Unidas. Por essas atividadese postura, o advogado vivia sob constante ameaça e até um ano atrás recebia proteção permanente da Polícia Federal. A PF suspendeu a escolta depois que o advogado passou a não observar as regras de segurança estabelecidas pelos agentes que o acompanhavam.
Da Redação