Jogo da morte 'Baleia Azul' pode ter chegado a JP em 2016; PM orienta os pais

Nesta quarta-feira (19), por exemplo, uma mãe procurou o tenente coronel Arnaldo Sobrinho para denunciar que seu filho de 13 anos começou a mudar de comportamento em outubro do ano passado

Polícia | Em 19/04/17 às 17h35, atualizado em 19/04/17 às 18h26 | Por Redação, com Nice Almeida (Correio Online)
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Autoridades acompanham casos no mundo

Relatos de pais à Polícia Militar revelam que o jogo da morte, que ficou conhecido como jogo da Baleia Azul, pode ter chegado à Paraíba desde o ano passado. Depois da publicação de reportagens na imprensa paraibana, alguns pais têm procurado o comandante do Centro Integrado de Operações da Polícia Militar da Paraíba (Ciop), coronel Arnaldo Sobrinho, que também é Coordenador do Escritório Brasileiro da Associação Internacional de Prevenção ao Crime Cibernético, para relatar casos dentro de suas próprias casas.

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Nesta quarta-feira (19), por exemplo, uma mãe procurou o tenente coronel Arnaldo Sobrinho para denunciar que seu filho de 13 anos começou a mudar de comportamento em outubro do ano passado. O garoto, segundo ela relatou, se isolou em seu quarto, não queria falar com os pais e irmãos e deixou de ir à escola.

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A mãe revelou ao comandante que ficou preocupada e chegou a acreditar que o adolescente estava com depressão. Foi somente quando viu que o alerta da polícia a respeito do jogo da Baleia Azul que ela percebeu que o caso dele se enquadrava no que estava sendo descrito a respeito do jogo.

Foi então que o menino confessou para a mãe que em outubro de 2016 cumpriu todas as etapas e passou a ser ameaçado pelos curadores do grupo após ter desistido de pular do prédio por duas vezes. O garoto contou para a mãe que estava tentando sair do grupo e não conseguia porque era constantemente ameaçado pelo Skype. Os ameaçadores diziam que ele não tinha mais saída e ele se apavorou, segundo ela relatou para a polícia.

O que mais assustou a mãe é que o menino confessou que ainda chegou a subir duas vezes no topo do prédio onde mora para tentar o suicídio. Conforme narrou à PM, os curadores ameaçavam matar alguém da família do adolescente, principalmente o pai e a mãe. O coronel Arnaldo Sobrinho disse que uma menina de 13 anos foi induzida a subir no teto da escola para tentar o suicídio, mas desistiu.

Assista abaixo à entrevista do coronel ao Correio Online.



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