Joesley e Saud se entregam na sede da Polícia Federal

Eles tiveram as suas prisões temporárias decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin

Mais política | Em 10/09/17 às 14h16, atualizado em 10/09/17 às 14h21 | Por Redação, com Uol
Reprodução
Empresário Joesley Batista

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e Ricardo Saud, se entregaram à Polícia Federal, neste domingo (10), após terem as suas prisões temporárias decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, que acatou pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Eles foram à superintendência da PF por volta das 14h e ficarão detidos por cinco dias.

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Na sexta-feira (8), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia solicitado a prisão de Joesley e Saud por terem omitido informações que seriam relevantes no acordo de colaboração premiada firmado com o MPF (Ministério Público Federal). Em função da entrega parcial de detalhes, Fachin vê a necessidade da prisão de Joesley e Saud.

Segundo o ministro, tanto a prisão de Joesley quanto a de Saud são necessárias por causa da "probabilidade de que os representados, uma vez em liberdade, possam interferir no ato de colheita de elementos probatórios".

"Há indícios de má-fé por parte dos colaboradores ao deixarem de narrar, no momento da celebração do acordo, que estavam sendo orientados por Marcello Miller, que ainda estava no exercício do cargo, a respeito de como proceder quando das negociações, inclusive no que diz respeito a auxílio prestado para manipular fatos e provas, filtrar informações e ajustar depoimentos", disse Fachin a respeito do pedido de Janot.

Como Joesley e Saud entregaram-se, a PF não precisou ir até a residência do empresário para prendê-lo. Caso isso fosse necessário, o ministro determinou que não fossem utilizadas algemas porque ele não é um "indivíduo perigoso".

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